Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira

Os mercados começam esta semana com as bolsas de valores da Ásia fechando em alta, na expectativa de novos estímulos do BC chinês. O surto do Covid-19 – nome da doença do novo coronavírus – continua, contaminando 17 mil pessoas e matando 1.700, mas a velocidade do contágio perdeu força, informam CNBC News e CNN.

Hoje é feriado nos Estados Unidos, a NYSE e a Nymex não funcionam. O destaque nos EUA será na quarta-feira, com publicação da ata da mais recente reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). No Brasil, serão divulgados índices de inflação e a temporada de balanços continua – Magazine Luiza divulgou hoje resultados antes da abertura do pregão, registrando lucro a controladores de R$ 921,8 milhões em 2019. No noticiário corporativo, destaque para a chegada do Pão de Açúcar ao Novo Mercado da B3 e à aprovação pelos credores do plano de recuperação judicial do Aeroporto de Viracopos (SP). A sessão também marca o vencimento de opções sobre ações na B3.

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam hoje em alta, com destaque para Xangai, que avançou 2,28%. O ministro de Finanças da China, Liu Kun, publicou ontem artigo em revista do Partido Comunista chinês no qual avisa que novos estímulos chegarão aos mercados – na sexta-feira, o BC chinês injetou o equivalente a US$ 12 bilhões em Xangai, hoje foram mais de 8 bilhões de yuanes (ao redor de US$ 1,1 bilhão), informa a CNBC News.

A preocupação com o Covid-19 – novo nome do coronavírus, que já contaminou mais de 70 mil e matou 1.700 pessoas, não abalou hoje os mercados da Ásia. Tóquio foi a exceção e recuou 0,69%, mas porque o governo japonês informou que o PIB do país caiu 6,3% no quarto trimestre do ano passado.

A exceção ficou com o índice acionário Nikkei, que caiu 0,69% em Tóquio nesta segunda após dados oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve desempenho muito pior do que o esperado no trimestre de outubro a dezembro, com uma queda anualizada de 6,3%, a primeira contração em mais de um ano.

Sem a NYSE operando hoje – é feriado nacional nos EUA, Dia do Presidente – os mercados se guiam pelo fechamento asiático e a abertura das bolsas de valores da Europa, que iniciaram a jornada em terreno positivo.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h11 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), – Sem pregão hoje, feriado
*Nasdaq Futuro (EUA), – Sem pregão hoje, feriado
*Dow Jones Futuro (EUA), – Sem pregão hoje, feriado

Europa
*Dax (Alemanha) , +0,19%
*FTSE (Reino Unido), +0,22%
*CAC 40 (França), +0,11%
*FTSE MIB (Itália), +0,38%

*Nikkei (Japão), -0,69% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,06% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,52% (fechado)
*Xangai (China), +2,28% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,02%, a US$ 51,43 o barril (cotação de 14/02/2020) – sem pregão na Nymex, feriado nos EUA.
*Petróleo Brent, +0,05%, a US$ 56,37 o barril (cotação de 14/02/2020) – sem pregão na Nymex, feriado nos EUA.

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 17 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 2,65%, cotados a 639,500 iuanes, equivalentes a US$ 91,64 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9784 (+0,09%)
*Bitcoin, US$ 9.810,00 +1,13%

2. Indicadores 

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga na manhã de hoje o IPC-S da segunda quadrissemana de fevereiro. O boletim semanal Focus trouxe as projeções do mercado para a economia brasileira.

Segundo o Relatório, a mediana das projeções para o IPCA de 2020 passou de 3,25% para 3,22%, e permaneceu em 3,75% 2021. Para o PIB, as projeções indicam crescimento de 2,23% neste ano (recuando em relação à expectativa de 2,30% da semana passada) e de 2,50% no ano que vem. Para a taxa de câmbio, a mediana para o dólar permaneceu em R$ 4,10 para o fim de 2020 e passou de R$ 4,10 para R$ 4,11 para 2021. Os economistas esperam a taxa Selic em 4,25% neste ano e em 6,00% no próximo ano.

Nenhum indicador será divulgado nos Estados Unidos, em dia de feriado.

3 .Política 

O governo irá segurar a realização de novos concursos públicos federais até a aprovação da reforma administrativa pelo Congresso. A ideia é usar a abertura de novas vagas como moeda de troca pelas mudanças nas regras do funcionalismo. Só entre 2020 e 2022, 60 mil servidores públicos se aposentarão, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que “enquanto não aprovar a reforma, não vamos ter espaço para fazer novos concursos”.

O governo aposta que os servidores acabarão por aceitar a mudança, em função do estrangulamento dos serviços públicos e do aumento da carga de trabalho para quem seguir na ativa. O envio da proposta ao Legislativo, contudo, ainda depende da aprovação do presidente Jair Bolsonaro.

4. Fintechs

Conforme aponta o Estadão, o Banco Central tem aberto suas portas para startups de inovação em serviços para o sistema financeiro. O fiscal da economia virou ambiente favorável para acelerar protótipos de tecnologia avançada. Com apoio do BC, as fintechs estão desenvolvendo projetos lado a lado com técnicos que elaboram as normas regulatórias do mercado brasileiro.

5. Noticiário corporativo

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que a B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão, aprovou a admissão do GPA no segmento especial de listagem Novo Mercado. Já a Triunfo Participações (TPIS3) comunicou ao mercado que seu plano de recuperação judicial para a sua subsidiária que controla o Aeroporto de Viracopos (SP) foi aprovado pela assembleia dos credores.

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