Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

As bolsas de valores da Ásia fecharam hoje em alta, após o governo chinês anunciar que em 14 de fevereiro cortará as tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos americanos, o que se somou à esperança de contenção do coronavírus após notícias de possíveis desenvolvimentos de vacina.

A medida de corte de tarifas pela China faz parte da primeira fase do acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo e aparentemente não tem relação com o surto do coronavírus de Wuhan, que contaminou mais de 28 mil e matou 560 pessoas. Bolsas europeias abriram em alta e os futuros de Nova York avançam.

No cenário brasileiro, o  Copom reduziu a Selic para novo piso histórico de 4,25%, surpreendendo com comunicado hawkish que anuncia interrupção dos cortes, citando efeitos defasados e peso crescente da meta de 2021. No radar corporativo, o BNDES informou que embolsou R$ 22 bilhões com a venda das ações da Petrobras, maior valor em uma transação no mercado de capitais do país em uma década. O noticiário corporativo traz como destaques emissões de debêntures da Localiza Hertz, maior locadora de carros do país, e da Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná. Confira os destaques desta quinta-feira (6):

1. Bolsas mundiais

O governo chinês informou na madrugada de hoje que cortará tarifas no valor de US$ 75 bilhões sobre produtos americanos em 14 de fevereiro. Esta informação foi um estímulo para as bolsas de valores da Ásia, que fecharam em alta expressiva.

As bolsas europeias abriram em alta e os futuros de Nova York avançam, apontando para a quarta abertura consecutiva em alta em Wall Street. O anúncio tirou a atenção do surto do coronavírus. Segundo dados atualizados, a doença atingiu mais de 28 mil pessoas e matou 560, informa a CNN. Assim, os mercados se preparam para mais um dia de ganhos.

O petróleo tem segunda alta também embalado por otimismo de que Opep+ cortará produção. Já o minério de ferro avança, revertendo perdas anteriores, com visão de que a economia global suportará o impacto potencializado pelo coronavírus e após ArcelorMittal dizer que está mais otimista quanto às perspectivas para a demanda de aço este ano.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h19 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,25%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,34%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,36%

*Dax (Alemanha) , +0,59%
*FTSE (Reino Unido), +0,15%
*CAC 40 (França), +0,60%
*FTSE MIB (Itália), +0,71%

*Nikkei (Japão), +2,38% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +2,88% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +2,64% (fechado)
*Xangai (China), +1,72% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,95%, a US$ 51,74 o barril
*Petróleo Brent, +1,21%, a US$ 55,95 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 06 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 0,94%, cotados a 590.000 iuanes, equivalentes a US$ 84,66 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9686 (+0,30%)
*Bitcoin, US$ 9.603,04 +0,27%

2. Indicadores econômicos

O Banco Central Europeu (BCE) publica na manhã de hoje o seu boletim econômico. No Brasil, a FGV e o Ibre publicam às 8h30 o IAEmp – Indicador Antecedente de Emprego – referente a janeiro.

Nos Estados Unidos, na véspera do payroll, serão publicados às 10h30 os pedidos de seguro-desemprego, o custo da mão-de-obra e a produtividade de produtos não agrícolas. Ainda nos EUA, a primária democrata segue com apuração lenta; Pete Buttigieg e Bernie Sanders continuam em virtual empate.

3. Repercussão do Copom

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) indicar o fim do ciclo de cortes na Selic, analistas avaliam que o câmbio pode ter um alívio na sessão desta quinta. Isso porque o mercado passou a considerar nos últimos dias uma chance de que o Banco Central mantivesse aberta a porta para cortar juros. Na sessão desta quarta, a moeda americana ficou volátil, abrindo próxima de R$ 4,23 e chegando a subir para R$ 4,26 com este debate entre os investidores sobre o que viria no comunicado da autoridade monetária.

Copom cortou a Selic pela quinta vez seguida, desta vez em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, a menor taxa básica de juros da história. No comunicado, a autoridade monetária indicou o fim do ciclo de redução de juros, afirmando que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”.

Mario Mesquita, do Itaú, destacou que o BC deve manter taxa inalterada em 4,25% até fim do ano; Copom utilizou “interromper” ao invés de “finalizar”, o que indica que pode, eventualmente, em circunstâncias apropriadas, revisitar a questão.

4. Política 

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que pretende aprovar a reforma tributária no primeiro semestre deste ano, e que não está preocupado “com quem vai ser o pai da criança”. Ele criticou os governadores com quem o governo federal trava uma guerra em torno do ICMS cobrado sobre os preços dos combustíveis. Bolsonaro também se manifestou contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende mudar a forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

5. Noticiário corporativo 

A Localiza Hertz, maior locadora de carros do Brasil, fará uma emissão de debêntures no valor de R$ 1 bilhão, com vencimento para 2025. A empresa decidiu realizar a emissão após reunião do Conselho na sede, em Belo Horizonte (MG). Já a Sanepar, Companhia de Saneamento do Paraná, também planeja realizar uma emissão de debêntures em breve, no valor de R$ 350 milhões. Os papéis terão vencimentos em 2027 e 2029.

O BNDES arrecadará R$ 22 bilhões com a venda das ações da Petrobras, informou a Folha de S. Paulo. Em oferta concluída ontem, os investidores se comprometeram a pagar R$ 30 por ação. É a maior operação de venda de ações ocorrida no Brasil em uma década, em termos nominais. O maior valor foi registrado em 2010, quando a Petrobras levantou R$ 120,3 bilhões no mercado de capitais.

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