A vez dos fundos de crédito

O principal desafio ao crescimento sustentável do Brasil passa, numa perspectiva de longo prazo, por uma ampliação de nosso PIB potencial. Obra complexa, que precisa agir sobre algumas de nossas mais importantes alavancas de produtividade: educação e infraestrutura.

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Não dá mais para gerar milhões de jovens incapacitados, verdadeiros analfabetos funcionais. Não dá mais para inviabilizar a atividade produtiva e empreendedora por gargalos físicos e estruturais em nosso país. 

Mas, como no longo prazo – parafraseando Keynes – todos estaremos mortos, o que nos interessa, com urgência, é como desfibrilar nossa moribunda economia no curto prazo.  

Adolfo Sachsida, Secretário de Política Econômica, afirmou em entrevista que temos um problema de alocação de recursos e que após a aprovação da Reforma da Previdência parece se fazer necessária uma ação coordenada do Estado para diminuir tais ineficiências. Falou bastante do papel perverso, por exemplo, do FGTS e de outras represas de poupança potencialmente mal direcionadas e alocadas. 

É neste contexto que considero pertinente inserir nosso mercado de crédito. Não há como pensar em alocação eficiente de recursos numa economia de mercado sem pensar no bom funcionamento deste mercado.  

O papel do crédito numa economia capitalista é, essencialmente, possibilitar a transferência de recursos entre investidores (poupadores) e tomadores de recursos.  

Cabe ao crédito ser um transformador financeiro local e temporal, sendo necessário para o bom funcionamento das finanças de empresas e famílias. 

 

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O mercado de crédito no Brasil  

Ao observarmos o mercado de crédito brasileiro, podemos extrair alguns pontos relevantes de várias fontes públicas: 

  • forte presença dos bancos na concessão de crédito: superior a 90% no Brasil. Enquantoisso,nos EUA, esse número é de 25% do mercado, com forte presença de gestoras de recursos no restante 
  • aumento na concentração das concessões de crédito entre os 5 maiores bancos, chegando a aproximadamente 85% do total
  • índiceHerfindahl-Hirschman(medida de concentração bancária) crescente, se aproximando do que é considerado elevado no âmbito de concessões de crédito 
  • spreadbancário brasileiro é o segundo mais alto do mundo e o maior da América Latina 
  • volume de concessões a Pessoas Jurídicas nos últimos 3 anos é estável ou decrescente
  • recente crise de inadimplência bancária sem precedentes na economia brasileira

A economia brasileira 

Por outro lado, se analisarmos mesmo que superficialmente o ambiente econômico atual e futuro, temos: 

  • taxas de juros básicas baixas, com viés estável ou de baixa
  • inflação controlada e sem sinais de aquecimento
  • alta liquidez no mercado internacional

Os investimentos no país 

Já o mercado de investimentos vem passando por mudanças relevantes nos últimos 10 anos no Brasil: 

  • surgimentode novas plataformas de investimentos, democratizando alternativas para poupança dos investidores 
  • esforço continuado dos reguladores para dinamização do mercado de capitais
  • maior educação financeira do poupador médio
  • crescimento da indústria deassetmanagement 

 

Cenário favorável 

Se combinarmos estes três vetores, é razoável concluir que vivemos um momento ímpar, cujas características não deveriam ser ignoradas.  

Os investidores naturalmente buscarão por alternativas de maior retorno para seus investimentos. A vantagem é que hoje possuem mais acesso a informação e mais educação financeira para tal. 

A indústria de asset management vem investindo fortemente na busca de novos produtos capazes de gerar produtos competitivos para seus clientes. Neste contexto, o crédito privado cumpre papel fundamental. 

Pelos volumes que esta indústria é hoje capaz de movimentar, ela tem tudo para ser uma forte desafiante dos incumbentes bancários, reduzindo os spreads, otimizando e dinamizando a alocação de recursos entre os agentes econômicos.  

Há uma demanda reprimida tanto por parte dos investidores, quando de tomadores. 

Por um lado, tal demanda é resultado da busca de mais yield pelos investidores, aliada à escassez de ativos tradicionais capazes de supri-la.  

Por outro lado, tomadores enfrentam uma estrutural limitação na oferta de crédito por parte dos bancos comerciais tradicionais. É o resultado de restrições de capital, sequelas provocadas pelas recentes crises de inadimplência e por nossa reconhecida concentração bancária.  

Fundos de crédito estruturados são produtos (se bem geridos) capazes de substituir os bancos na concessão de crédito, considerando o conjunto do mercado.  

Por possuírem menos vieses, suas carteiras são marcadas pelo risco de crédito strictu sensu. Os gestores e administradores possuem, obrigatoriamente, segregações de função e barreiras de risco que garantem confiança e a defesa do interesse dos investidores.  

Há possibilidade de especialização na construção de carteiras e na própria constituição dos fundos. O suitability das operações muito provavelmente norteará as concessões de grande parte da indústria, o que gerará um efeito positivo para os tomadores de recursos. 

Cabe aos formuladores de política econômica e reguladores do mercado de capitais avaliar este cenário e lançar um olhar cuidadoso sobre as oportunidades que esta mudança de paradigma oferece.  

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A indústria de fundos pode alavancar significativamente nosso mercado de crédito e, com isso, contribuir para uma melhor alocação dos recursos disponíveis em nossa economia. Sendo, consequentemente, um dos gatilhos para nosso crescimento no curto prazo.  

Dinamizar ainda mais a indústria de gestão de recursos deveria fazer parte de um plano mais amplo de liberalização de nosso mercado de crédito e capitais. O Brasil agradecerá. 

 

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